quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Qual é o lado bom da adrenalina? Como você pode usá-lo com vantagem?




Este hormônio é um elemento crucial da resposta de luta ou fuga do seu corpo, no entanto, quando em excesso pode ser prejudicial para a sua saúde. Devido a isso, a adrenalina é um hormônio que precisa ser entendido. A adrenalina é produzida na medula nas glândulas suprarrenais, bem como em alguns dos neurônios do sistema nervoso central, e rapidamente disperso para os principais órgãos através da corrente sanguínea.



Pesquisadores da Texas A & M University descobriram que os esportes de aventura, como escalada e outros esportes muito ativos (boxe, por exemplo) obrigam as glândulas adrenais a produzirem cortisol e epinefrina - mais comumente conhecida como adrenalina. Isso, os pesquisadores descobriram, pode ser bom para você no curto prazo, uma vez que ele aumenta o bombeamento do seu coração e contração dos nervos num momento em que você precisa estar totalmente alerta.



A desvantagem é que a adrenalina em sua corrente sanguínea em um modo contínuo é ruim para você. Quando não está em perigo, a energia extra de stress acumulado não tem nenhum uso, e isso pode fazer você se sentir inquieto e irritado. Pesquisas mostram que níveis excessivamente elevados deste hormônio devido ao stress, sem perigo real pode causar danos ao coração, insônia, agitação e um sentimento de nervoso.



Enquanto em cada artigo de saúde por aí todo mundo fala sobre danos causados ​​pelo stress, que é uma hiperinjeção contínua de adrenalina, temos que lembrar que nossas habilidades motoras estão na maior parte do tempo desligadas. A epinefrina (adrenalina) ativa todas as fibras dos músculos em seu corpo, pois isso aumenta a força e estabilidade.



Esse é o poder e a beleza da adrenalina - que pode levar você a novos limites, melhorar o seu foco e desempenho como algum tipo de droga milagrosa.



A pesquisa mostra que não é tudo que essa "droga maravilhosa" faz. Situações como a prática de esportes e uma explosão intensa no momento certo (por exemplo, após um duro dia de negociações comerciais), liberam hormônios do stress, incluindo adrenalina, e isso pode mantê-lo "imunizado" de situações futuras de stress, de acordo com um estudo da Boston University School of Medicine. Você já viu um documentário de leões na selva, depois de muito correrem e matarem uma presa? Notou que depois de comer eles são encontrados dormindo na savana relaxados? Tenha em mente que "explosões" de adrenalina, depois de um tempo traz para os músculos certo relaxamento através de outros hormônios. Você pode ter experimentado isso depois de uma sessão intensa de boxe, ou de ter corrido de algum perigo. Se você não notou que sentiu isso ainda, experimente e você vai ver por si mesmo.



Isso acontece porque a sua explosão de adrenalina cria uma explosão de stress e lança um fluxo novo de células vermelhas sanguíneas ricas em oxigênio através de seu corpo. Isso irá melhorar o seu sistema imunológico, e sinalizar para o seu cérebro começar a liberar endorfinas analgésicas. Adivinha.  As endorfinas são responsáveis ​​pelo aumento da motivação, a energia e aliviam os sintomas depressivos leves. É o bem-estar que você sente após o exercício.



Ir para além do habitual



Em vez de apenas fazer o treino habitual, de acordo com estudos você deve ir além e alargar os seus limites. Se você gosta de correr, tente novas vias, coloque os seus músculos para trabalhar. Se você encontrar uma colina, tente obter a sua onda de adrenalina ao escalá-la. Não é suficiente apenas fazer o de sempre, lembre-se disso.



Eu fiz exatamente isso antes de fazer uma palestra em San Antonio, Texas (e eu repeti isso em Dallas). Eu cheguei de um longo voo e me senti um pouco lento na parte da tarde. Em vez de apenas ficar sentado confortavelmente, eu fui fazer jogging de maneira forte nas proximidades, e quando voltei, eu tomei um longo banho. Essa sessão de "aceleração e de desaceleração" me deu uma sensação fantástica, que eu usei para compartilhar em minha fala com um grande público de negócios. Eu me senti "solto" e mais alerta. Eu usei isso depois em outras ocasiões.

Então, vá em frente, antes de uma reunião importante ou uma decisão importante, dê um passeio, "circule seu sangue e hormônios", como um amigo costumava dizer. Mantenha-se ativo.

Agora, qual é a sua estratégia para se sentir mais relaxado e mais produtivo? Compartilhe.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Sou muito importante para responder as suas mensagens


Ao conversar com um Senador dos EUA no Texas, depois da minha apresentação sobre "Fazendo Negócios com a América do Sul", durante um evento comercial, ele me apresentou a um executivo brasileiro, dono de um pequeno negócio. Ele parecia ser uma pessoa muito séria e estava procurando um investidor para comprar sua empresa, ou para investir nela e levar a empresa a um novo nível.


Como um ex-Especialista em Desenvolvimento de Negócios do Departamento de Comércio dos EUA, tenho contato com potenciais investidores através dos EUA, dispostos a considerar aquisição de empresas em boa posição. Eu disse a ele que eu ia coloca-lo em contato com um dos meus investidores, após verificar o status da sua empresa. Obviamente, eu tenho que ter cuidado como eu revelo minhas fontes de bons negócios.

Fiquei feliz ao descobrir que a empresa do empresário brasileiro era sólida, e possivelmente uma excelente oportunidade para fornecer bons retornos para um dos meus contatos investidores. No entanto, nós não pudemos fazer negócio devido a um problema, que é infelizmente comum no mundo dos negócios hoje, e que pode ser resumido na frase: "Eu sou importante demais para responder a sua mensagem".

Desde o início da Internet como meio comum de comunicação em negócios e ao longo de minha carreira em consultoria de negócios internacionais, tenho notado que as pessoas ditas "muito importantes" têm problemas na comunicação, colocando sua autoimportância egoísta como um obstáculo para fazer negócios. Este foi o caso deste executivo. Ou melhor, do seu parceiro.
Ele era acionista minoritário e tinha um sócio muito rico, que como eu soube mais tarde, era o dono de fato da maioria das ações da empresa a ser adquirida. Eu o chamarei de Sr. "X". O A acionista minoritário do Sr. X era fácil de lidar e sempre foi acessível. No entanto, ele sempre precisava consultar o Sr. X, o parceiro rico,  para tomar uma decisão ao longo da negociação. No espaço de dois meses, várias mensagens de telefone foram entregues ao Sr. X, e raramente ele respondia. Quando insistimos que suas respostas eram necessárias antes que fosse tarde, e nós pedimos ao acionista minoritário uma resposta, ele deu essa justificativa: "Você tem que entender a lentidão do parceiro, pois ele é uma pessoa muito importante, e seu tempo é muito limitado". Isso soou para mim como: “O tempo dele é mais valioso do que o seu...”

Uma decisão tinha de ser tomada para investir ou não naquele negócio, e tive que dizer ao investidor dos EUA que "este era - como seu sócio dizia - um cara muito ocupado". Então, não fiquei surpreso quando o investidor americano ficou tão chateado com essa "atitude justificativa" dos empresários brasileiros e pediu-me simplesmente para dizer-lhes que ele não estava interessado em seu negócio mais. E desligou o telefone. Notifiquei o empresário brasileiro, e ele perguntou por que o investidor desistiu deles. Eu compartilhei com ele esta lição que aprendi anos atrás:

·         Transações de negócios devem ser agradáveis para valerem a pena;

·         Pessoal realmente muito importantes são educadas, e valorizam as pessoas e suas relações com os outros;

·         São geralmente indivíduos esclarecidos de negócios, e eles entendem que seu tempo é tão importante como de qualquer outra pessoa. E perder tempo muitas vezes é igual a perder dinheiro, e boas relações com o tempo, trazem lucros;

·         E como Dale Carnegie disse certa vez: "Inação gera dúvida e medo. Ação cria confiança e coragem. Se você quiser conquistar o medo, não fique em casa só pensando sobre isso. Saia e mantenha-se ocupado."

Ele pareceu chocado por ter perdido o negócio. Então, lembrei-lhe que ele foi apresentado a mim por uma pessoa muito importante, que dispendeu de seu tempo (limitado) e prestígio para fazê-lo. Além disso, é sempre difícil lidar com pessoas que colocam seu ego à frente dos negócios e lembrei-lhe que durante o processo de negociação quando ele me mandou um e-mail ou deixou uma mensagem de telefone, sempre atendi muito rapidamente, (mesmo que APENAS para dizer que eu não estava disponível no momento, mas eu iria responder-lhe em breve e normalmente dentro de uma data e hora).
Quantas vezes você já teve que enviar uma nota para alguém perguntando se sua comunicação sobre um assunto importante foi recebida ou não? Seria frustração é uma parte necessária dos negócios?

Vivemos em uma época quando somos inundados com todos os tipos de comunicação, exigindo a nossa atenção. Concordo plenamente que se nós não SELECIONAMOS o que nos interessa e o que não nos interessa ficarmos loucos. Não é? No entanto, responder comunicações é, sem dúvida, um fator de sucesso no mundo dos negócios. Fico p... da vida quando as pessoas são tão covardes em não ter a coragem de simplesmente dizer “não”, quando elas devem fazê-lo... Muitos podem ter uma noção ERRADA que por dizer "não" estão sendo rudes, quando na verdade eles estão simplesmente evitando que alguém perca seu tempo e oportunidades. Eu não tenho problema em dizer "não" imediatamente, e vejo um "talvez" (quando eu não quero necessariamente dizer isso), um desrespeito.
O que você acha disso?


quinta-feira, 14 de abril de 2016

Como Ter Saude Perfeita Naturalmente



Olá, esse artigo vem de uma pessoa QUE ERA "desenganada pelos médicos". Leia e mude sua vida também!

Mude Sua Dieta, Mude Sua Vida!!!


Em seu documentário muito importante: “Fat, Sick and Nearly Dead” (Gordo, Doente e Quase Morto) o Australiano Joe Cross (http://www.fatsickandnearlydead.com/),  conta como “caiu na real” e se deu conta que “o homem é essencialmente um ser vegetariano”. Assista o documentário de como ele recuperou a sua saúde e de milhares de pessoas no link acima ou também (legendado) no Netflix.

Em outro documentário: “Food Matters” (Comida é Importante), os Diretores James Colqhuoun e Laurentine ten Bosch (https://youtu.be/r4DOQ6Xhqss), explicam como o mundo está “morrendo pela boca”. O filme pode ser visto completo no Netflix. Esse documentário deve ser assistido e estudado.

Eu vi esses documentários após iniciar um tratamento com o irmão Mórmon (naturalista) Claudio Pivari. Eu levei a ele os meus 42 exames de saúde, incluindo o último que fiz para o cardiologista da Clínica Dr. Consulta. Ao ver o resultado, o cardiologista disse muito sério: “Saia agora do meu consultório e vá imediatamente para o primeiro hospital que encontrar e se interne para uma operação na sua aorta. Você está prestes a morrer”.

O que você faria nessa situação? Eu saí dali assustado e com a ajuda da minha irmã, fiz um contra exame (angiotomo), que mostrou que a situação não era tão dramática, que poderia ter havido um erro de diagnóstico. Porém, eu não poderia arriscar... Minha condição física estava péssima e eu não conseguia andar direito, tinha uma “pança” imensa... Os médicos, depois de tantos exames diziam que “não sabiam por que eu estava naquelas condições”. Estava inchado e travado, apesar de COMER POUCO. Não conseguia amarrar direito nem os cadarços dos sapatos!

O Claudio Pivari deu a sentença, após duas horas de conversa. Ele explicou o grande perigo da má alimentação (causa dos meus problemas de saúde), com estas palavras iniciais: "Existem cerca de 80.000 tipos de doenças no mundo todo, a maioria causada pela má alimentação e mistura aleatória (errada) de alimentos, causando assim, fermentação e putrefação intestinal, destruindo a flora e intoxicando as células do corpo. Devido a esta fermentação e putrefação, o corpo acaba produzindo 78 venenos, altamente nocivos à saúde, que servem para combater estas reações".

Mas Nós Temos Uma Lei de Saúde!

Faz mais de 34 anos que eu me batizei na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (também conhecida como Igreja Mórmon). Uma das primeiras coisas que me ensinaram é a “Palavra de Sabedoria”, uma escritura sagrada que se encontra em Doutrina e Convênios (https://www.lds.org/scriptures/dc-testament/dc/89?lang=por), um dos nossos livros sagrados, contendo revelações modernas. O prefácio de D&C 89 diz: "Revelação dada por intermédio de Joseph Smith, o Profeta, em Kirtland, Ohio, em 27 de fevereiro de 1833. O fato de os irmãos daquela época mascarem tabaco em suas reuniões levou o Profeta a ponderar sobre o assunto; por conseguinte, ele inquiriu o Senhor a respeito disto. O resultado foi esta revelação, conhecida como a Palavra de Sabedoria".

Oras, apesar de todos esses anos lendo e estudando essa escritura, parece que nunca a havia entendido direito. Nela o Senhor diz que podemos partilhar e comer de tudo que é bom, porém, nos versículos 12 e 13 ele é bem explícito:

12 Sim, também a carne de animais e a das aves do ar, eu, o Senhor, indiquei para uso do homem, com gratidão; contudo, devem ser usadas moderadamente;

13 Agrada-me que não sejam usadas a não ser no inverno ou em tempos de frio ou de fome.

Percebeu o “Agrada-me que NÃO sejam usadas”? Pois é... Esse sempre foi e continua a ser o problema para, pelo menos 99% dos membros da Igreja e também para aqueles que não pertencem a ela no mundo todo. Está claro que o Senhor está dizendo: “Coma de tudo que é vegetal bom – frutas, verduras, etc. – mas não coma carne, EXCETO em caso de extrema necessidade”. Ou seja, embora ele não proíba comer carne, isso deve ser feito somente se não houver outra coisa (do mundo vegetal).

E o Senhor faz essa promessa final (além de outras):

21 E eu, o Senhor, faço-lhes uma promessa de que o anjo destruidor passará por eles, como os filhos de Israel, e não os matará. Amém.

Ou seja, se fizer as coisas que ele manda nesta escritura, “o anjo destruidor”, aquele que traz doenças, e que matou os primogênitos no Egito, como uma das pragas, não nos alcançará!

Em que contexto o Senhor deu essa Revelação moderna? Veja que Joseph Smith morava na América do Norte, em Ohio, local extremamente frio no inverno. Sabemos que nesta época a neve mata toda e qualquer planta nas hortas e no campo. Portanto, alguém nessa época da roça (1833), teria que ter alguma coisa a mais para comer, caso não houvesse frutas e verduras. Daí a não proibição da carne, porém “somente em caso de necessidade” (tempos de frio ou fome).

O que fazemos hoje em dia? É normal virmos um número imenso de irmãos e irmãs doentes, na Igreja e fora dela e, assim como eu, lendo a Lei de Saúde do Senhor continuamente, se empanturrando de carnes, coisas doces, refrigerantes, leite (que um dia foi leite, mas depois de processado é um perigo para a saúde), entre outros produtos industrializados. Veja, eu pensava e cumpria a Palavra de Sabedoria quanto a não fumar, não beber, não tomar bebidas quentes (café e chás fortes), as coisas que vêm à cabeça quando lemos essa Escritura.

Foi aí que iniciei meu tratamento. Aos 61, quase 62 anos, tive que partir para uma desintoxicação completa, abolindo carne, refrigerantes, açúcar, leite e tomando cuidado em não me contaminar com produtos industrializados. Passei a usar uma dieta muito semelhante a essa indicada no documentário “Fat, Sick and Nearly Dead” e minha vida mudou mesmo!

Em apenas uma semana e meia cumprindo INTEGRALMENTE a Palavra de Sabedoria, eu desinchei incrivelmente! De repente, eu podia novamente dobrar minhas costas doloridas, minhas pernas e pés não inchavam e não doíam, meu intestino funcionava, comecei a ter mais clareza mental e mais energia. De repente eu não precisava mais me apoiar nas paredes em casa e nem na rua para não cair, depois de andar 100 metros!

Minha esposa, ao usar o mesmo tipo de HIGIENE ALIMENTAR, não é mais diabética, em apenas 2 semanas!

Portanto, para você que lê estas linhas, tome uma atitude agora em defesa da sua família! O Senhor deu sua Palavra de Sabedoria, mas ela não está sendo cumprida. Talvez seja difícil entender enquanto o aviso do Senhor está simplesmente num livro ou na internet... Portanto, veja o que está nos documentários acima para ver se ajuda.

Boa saúde!

Clovis Lemes


segunda-feira, 11 de abril de 2016

As Cinco Formas de Governo



Neste Brasil de tantos problemas atualmente (Abril de 2016), muito se houve falar nas redes sociais sobre Democracia e outras formas de governo.

Eu comecei a escrever este artigo aqui em San Antonio, Texas, após ler as várias mensagens postadas por amigos no Facebook e LinkedIn. Existe uma verdadeira guerra acontecendo no Brasil atualmente, com os partido e seus apoiadores na esquerda, contra os que não querem mais esse governo na direita, ou pelo menos no centro. Existe, porém uma confusão sobre as formas de governo pelo mundo e como o Brasil se situa agora.

Pensando no Brasil enquanto participava de palestras nos EUA, resolvi dar uma breve ideia do ponto de vista dos Pais Fundadores da grande nação americana, bem como seu alerta ao mundo sobre a interpretação confusa do conceito de “Democracia” e “República”.

A Democracia é certamente um sistema de governo imperfeito. Como exemplo do perigo da Democracia entrar em colapso, disseram repetidamente os Pais Fundadores da República Americana que tinham fundado uma República em numerosas citações e documentos; nunca uma Democracia. Aliás, a Constituição americana NUNCA menciona a palavra Democracia. Nem na Constituição de nenhum dos Estados dos EUA. Os Pais Fundadores dos EUA se referem à “Democracia” como uma coisa a ser evitada a todo custo. Como então conciliar isso com a insistência do mundo (inclusive o Brasil), em dizer que Democracia é a melhor coisa do mundo?

Vamos lá.

Os EUA foram sempre considerados um modelo a ser seguido, quando se pensa em liberdade. De fato, esse país sempre foi considerado a Terra da Liberdade. Mas, o que explica isso? Seria a “qualidade” das pessoas que formaram essa grande nação, como alguns dizem? Enfim, seria o tipo de governo e sua condução da vida dos povos que para lá imigraram? A explicação, no entanto é justamente a pouca intromissão do governo na vida do cidadão, deixando-os livres para se “autogovernarem” a partir de seus próprios estados.

Quem vive nos EUA pode ver isso de forma bastante clara. Tomemos como exemplo o Estado do Texas. Na Grande Dallas, temos diversas “cidades” e diversos “prefeitos”, cada um cuidando de sua região com boa autonomia. Assim, ao circular por Dallas, por exemplo, podemos passar pela Cidade de Farmers Branch. Ali vemos inclusive a polícia local da Cidade patrulhando as ruas. Não existe uma “policia nacional” fazendo isso, mas policiais locais, sob um xerife eleito também localmente. A população local pode falar com seus vereadores locais e com o prefeito de forma direta, a respeito de assuntos de seus interesses. Existe, portanto, uma sensação de PODER DOS CIDADÃOS em resolver suas vidas. Isso veremos mais adiante.

A explicação em parte está que após a Guerra da Independência, com os ingleses voltando ao Reino Unido em 1783, vemos a formação de 13 estados americanos (note-se que o termo “estado” aqui se refere a “país”). Assim, 13 pequenos países, com suas leis e regulamentos próprios se formam. Porém, os Pais Fundadores, percebendo a fragilidade dos estados, se reúnem e propõem a criação de uma Declaração de Independência que fosse mínima (apenas de princípios). Além da brevidade, ela também teria como princípio LIMITAR o tamanho e poder do governo central sobre os cidadãos. Essa é a chave para a Terra da Liberdade.

Outro ponto muito importante é que eles colocaram lá o seguinte: “O homem recebeu do Criador certos Direitos Inalienáveis, os quais não podem ser retirados, ou negados”. Sua utilização mais famosa é a Declaração da Independência, que diz que as pessoas têm direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. O governo seria apenas o guardião desses direitos.

Um a um os estados foram se unindo à União numa Federação, pela qual os cidadãos de cada estado iriam decidir os pontos propostos da Constituição sem, no entanto abrir mão da sua “soberania” local, mantendo suas constituições estaduais. Não é intuito meu aqui detalhar mais esse aspecto, mas basta para que entendamos o porquê dos Pais Fundadores considerarem “Democracia” como uma coisa indesejável para a jovem nação. Mas, para entender isso, e antes de continuar, aí vai uma pergunta: alguém já lhe chamou de Nazista, “reaça”, coxinha, ou de esquerdista, de ficar em cima do muro, etc? Veja aqui essa coisa de esquerda e direita.


Como pode ver, quanto mais vamos para a esquerda, mais centralizado fica o governo, e menos liberdade o povo tem. Dito isso, vamos aos diferentes sistemas de governo listados a seguir:


1) Monarquia: Neste sistema, que é na verdade também uma ditadura, temos uma figura poderosa visível, mas SEMPRE por trás dele temos aqueles grupos de indivíduos que detém o poder verdadeiro. Isso é muito visto em ditaduras comunistas. Lembra-se também do que é dito da Rainha Elizabeth (“reina, mas não governa”)? Ou seja, quem está por trás é que realmente exerce o dia-a-dia do governo. Assim, ele se confunde com o próximo e, portanto praticamente não existe como forma de governo.

2)  Oligarquia:  Este sistema é o vigente na maioria dos países da Terra atualmente. Grupos poderosos manipulam o poder econômico e social por trás das sombras (Cuba, Reinos Árabes, Rússia de Stalin, déspotas britânicos no passado, etc). Esses ditam os costumes e o grau de liberdade que o povo pode ter. É um poder real, mas quase invisível para as massas. Outros exemplos poder ser citados, no caso do Brasil, os “coronéis” com poder de vida e morte sobre massas famintas e destituídas. Essa oligarquia pode “eleger” uma figura para “fazer o trabalho sujo” (ou você é tão ingênuo que acha que o Lula da Silva e seus amigos se fizeram sozinhos)?

3)  Anarquia: Esse tipo de sistema, na verdade é temporário e representa o caos, causado por uma República e uma Democracia falidas. É um vácuo de poder, e como a Natureza odeia o vácuo, essa forma violenta, sem regras, sem leis normalmente dá ensejo a uma ditadura, pois aqueles que promoveram a Anarquia (como Fidel Castro, Hitler, Lênin e Mao, por exemplo), acabam sendo os que instalaram um sistema brutal, a fim de colocar “ordem” no sistema vigente.  A Roma Antiga é um bom exemplo dessa evolução do caos.

Quando Sólon, o pensador grego propôs um sistema de ordem pela lei a fim de legislar contra o declínio político, econômico e moral da antiga Atenas, e falhando no início, os Romanos adotaram suas ideias e criaram a República com as 12 Tábuas da Lei. O resultado foi um extraordinário desenvolvimento, pois havia um governo pequeno e o povo era livre. Em todos os campos houve crescimento, inclusive na agricultura, com Roma alimentando muitos povos. Com o tempo, porém o povo foi elegendo cada vez mais políticos corruptos (parece familiar?), os quais começaram a fazer promessas de “bem-estar social”, o povo então abraçou uma coisa chamada Democracia (governo das massas, ou da maioria).

Com o inchaço do governo e “benefícios para os mais pobres”, estes foram começando a deixar de batalhar tanto pelo seu sustento. Os agricultores começaram a receber “incentivos agrícolas” (oras, para que se esforçar tanto para plantar e colher, se o governo dá terra e dinheiro e inclusive nas cidades ele dá moradia )? Novamente, isso parece familiar? Roma mergulha no caos, sob a Monarquia dos Césares, com poderosos (inclusive riquíssimos funcionários públicos ) manipulando o governo, enquanto o povo pedia cada vez mais pão e circo. Não me canso de perguntar: parece familiar?

4)  Democracia: Esse tipo de sistema, na verdade é temporário e representa o caos, causado por uma República e uma Democracia falidas. É um vácuo de poder, e como a Natureza odeia o vácuo, essa forma violenta, sem regras, sem leis normalmente dá ensejo a uma ditadura, pois aqueles que promoveram a Anarquia (como Fidel Castro, Hitler, Lênin e Mao, por exemplo), acabam sendo os que instalaram um sistema brutal, a fim de colocar “ordem” no sistema vigente.  A Roma Antiga é um bom exemplo dessa evolução do caos.


Quantas vezes você já ouviu a besteira dita por “intelectuais idolatrados”: “A Democracia não é perfeita, mas é o melhor que nós temos”. Se você acredita nisso, você está vivendo num mundo de sonhos, num engodo. Mas, você não teria coragem de marchar pela Avenida Paulista num protesto “contra isso que está aí”, e dizer que você odeia a democracia, certo? Ou teria?

Mas, então, o que é essa tal de Democracia? Se você fala Grego, estão sabe que a palavra significa “governo da maioria”(ou governo das massas), ou sei lá como quer chamar isso. Ela é a contração de Demos = povo e Kratein = governo. Parece correto e desejável, não? Neste sistema, a maioria se reúne e mesmo que esteja errada, ela impõe sua vontade à minoria. Loucura? Será que eu fumei algo estranho, para dizer tal coisa? Vejamos um exemplo. Numa determinada cidade do interior, o povo houve falar que uma pessoa roubou uma moto. Como “a maioria governa”, (essa basta ter 50% + 1), sai com paus, pedras e tudo que puder e prende o “possível ladrão”. Como a maioria decide, e não adianta a minoria ir contra, o ladrão é linchado. Mas ele era inocente, e agora? Irá fazê-lo ressuscitar? Não, todos saem com a consciência tranquila, pois “fez-se justiça”... Ou não? Veja abaixo.

5)  República: Este sistema, novamente se você entende grego, vem da contração de duas palavras: Res = Lei e Pública = povo. Ou “o governo sob o império da Lei”, ou ainda, “todos são iguais perante a Lei”. Existe algo errado com isso? Óbvio que não. Vejamos então o exemplo acima sob a ótica da República.

O povão está prestes a linchar o “possível” ladrão. Chega o delegado e impede que “as massas” façam justiça com suas próprias mãos. O homem é levado preso e ele será julgado, de acordo com as leis e costumes daquele povo, ou seja, num júri popular, os seus pares naquela sociedade onde ele optou por viver. Se os jurados tiverem total convicção da culpa do homem, mediante testemunhos dele inclusive (pois ele tem o direito de se manifestar) e provas colhidas, sem nenhuma “duvida razoável”, ele é condenado e a pena é aplicada. Porém, se houver pelos menos um dos jurados que manifeste dúvida e a decisão não é unânime, ele sai livre.

Outro aspecto interessante da República (de verdade) é que ela limita o poder do governo. Ou seja, como na Roma Antiga, o governo é pequeno (só para as coisas comuns, com Constituição mínima – somente de princípios), e o povo tem a liberdade de produzir e de viver, sem que necessite que esmolas, Bolsa Família, quotas, etc. Novamente, isso parece familiar? Sim, é. A República reconhece os direitos inalienáveis dos indivíduos enquanto Democracias se importam apenas com o que o grupo quer ou precisa para o “bem do público”, ou em outras palavras a “justiça social”.

Legislar é um processo lento, deliberado, exigindo a aprovação dos três ramos de governo, do Legislativo, Executivo e Judiciário para verificações e equilíbrio. Legislar na Democracia não ocorre rapidamente exigindo a aprovação da maioria por pesquisas e/ou referendos de eleitores, que por sua vez é a regra das massas, cujo 50% mais 1 voto tira tudo da minoria. Aqui está um exemplo: Se 51% das pessoas não pagam impostos, elas podem votar um aumento do imposto sobre os 49% dos que já o pagam, que é "a regra das massas".

O Engodo do “Governo Social”

Como esse artigo está ficando grande, coloquemos isso no contexto do Brasil atual sem, no entanto ser extenso ou querer que seja um “tratado de economia”. O governo brasileiro numa falsa República e também numa Democracia “meia-boca” faz um trato com os bancos (nacionais e internacionais): ele toma dinheiro (lembre-se governos não produzem, só gastam) para pagar uma máquina centralizada inchada. Esse governo precisa de votos (oras, o povo tem que entender que ele “faz tudo pelo social”, certo)? Ele então pega esse dinheiro a uma taxa de juros a ser paga aos bancos (agora sócios do governo), e cria todo tipo de “bolsas”... Também pega esse dinheiro e gasta à vontade (com os amigos, empresta para compra de imóveis, para o meio rural... e mais programas sociais). Isso a taxas mais baixas de juros que o normal. A conta não fecha, entende? Lembra-se de Roma?

Dá para “pedalar”?

O dinheiro acaba e o que o governo faz? Ele recorre aos bancos estatais (ou seja, os bancos mantidos pelo povo - a sua carteira!) pedindo que paguem a conta dos “programas sociais” que ele (governo ) ainda não conseguiu depositar. O problema? Ele está quebrado, não tem dinheiro em caixa, e na iminência (como ocorreu em 2014 no governo Dilma), de fechar o ano com um déficit primário como não ocorria até então, passa o “abacaxi” para os bancos estatais (o seu dinheiro) pagarem. Esse governo mostra uma falsa contabilidade limpa, livre de uma dívida monstruosa. E tenta vender esse crime como sendo algo normal para o Brasil e o mundo. Já ouviu falar em pedaladas fiscais? Pois é, simplificadamente é isso acima.

E como fica o “povão Bolsa-Família”? Enquanto o governo segue maquiando os seus balanços, os bancos fazem mais dinheiro como nunca, a inflação aumenta e o povão massacrado pela inflação, não consegue comprar mais como antes, não porque não quer, mas porque não tem o dinheiro suficiente. E vai atrás de mais “ajuda”, uma ajuda que é a própria causa de sua desgraça!

É por isso que estamos agora num período de discussão de impeachment. Nosso sistema de governo é, francamente, indefinido e precisamos REFUNDAR O BRASIL NUMA REPÚBLICA DE VERDADE, COMO DEVERÍAMOS TER!

Sabe como? Veja aqui: www.movimentofederalista.org.br

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

SEU VISTO AMERICANO – ALGUMAS DICAS

Comenda do Texas - Clovis Lemes & Secretário de Estado Roger Williams
Devido ao meu passado, trabalhando para 3 governos estrangeiros (Reino Unido, Canadá e Estados Unidos), bem como ter vivido lá fora por vários anos, pessoas me perguntam sobre vistos para visitarem esses países. Aqui vou falar apenas sobre os vistos dos EUA, embora as dicas de entrevista se apliquem a todos indistintamente.

As pessoas que me fazem essas perguntas mostram um aspecto comum: insegurança quanto à documentação, como se portar, o que falar (e o que não falar) na hora da entrevista. E não é sem razão. Portanto, eu não vou aqui fazer um relato completo dos tipos de visto, mas dar algumas dicas apenas quanto ao lado “estratégico” de enfrentar uma entrevista e se sair bem.

Num dos almoços com ex-colegas quando trabalhava no Consulado Americano, um dos meus colegas, um cônsul americano estava se gabando de ter recusado o visto para uma “empregadinha” (no dizer dele), porque ele tinha tido uma noite ruim de sono... É de embrulhar o estômago a gente ouvir isso, não?!

Isso é uma regra geral? Não, não é mesmo. Gente ruim e antiética é encontrada em qualquer lugar. Quem já não se deparou com um funcionário mal-educado numa repartição brasileira e teve vontade de olhar para a pessoa e dizer: “O patrão aqui sou eu, Sr. funcionário PÚBLICO!” É realmente uma situação chata.

No entanto, e voltando aos consulados, é bom lembrar o seguinte: o agente está ali representando o SEU país, ou seja, a preocupação é com o país de onde ele vem ou para o qual trabalha.

Ele quer ser eficiente e foi treinado para fazer perguntas e analisar respostas. Portanto, o que interessa é a verdade. A pior coisa a fazer é mentir. Ponto final.

Dito isso, é importante lembrar que ele estará aplicando as regras e leis do país dele, quando for avaliar alguém querendo entrar no país (claro, observando também as leis do Brasil na avaliação, mas o interesse é o país dele em primeiro lugar). Ademais, ele também é avaliado em seu trabalho e, se for um cônsul americano negligente, poderá ser enviado para um outro posto ruim (num país qualquer). Entendeu?

Fundamentalmente, os funcionários do consulado estão preocupados com a veracidade de tudo apresentado pelo candidato ao visto, a documentação e sua apresentação na hora do visto. Portanto, mantenha o que você declarou no DS-160 e leve documentação que comprove isso. 


Muitos me perguntam:

“Se eu for bem vestido, inclusive com terno e gravata (homens), ou uma roupa “profissional” (mulheres) fará alguma diferença?

Vamos, lá. Estamos tratando com seres humanos, sujeitos a todo tipo de pontos de vista, preconceitos e bondades também. Podemos perguntar: como você iria numa entrevista de emprego? Assim, é de seu interesse se apresentar bem. Outra coisa: quem estará entrevistando você está numa ambiente e cultura AMERICANA, e eles são um povo que prima pela FORMALIDADE (Definição: Regra imposta pela civilidade, pelas conveniências). Sua aparência deve mostrar quem você é. Se você é um executivo, deve se vestir como tal, se for um estudante, também deve se vestir adequadamente, se for uma dona de casa levando seus filhos à Disney, deve se vestir bem, mostrando que vai a turismo e VAI VOLTAR AO BRASIL. Enfim, seja sensato!

Mesmo que você vai para Disney, sua POSTURA é que realmente conta. O que adianta estar de terno e gravata impecáveis, mas quando o agente faz uma pergunta, o candidato ao visto se mostra nervoso? Aí o candidato acabou de implantar uma dúvida (não faça isso!) na cabeça do agente do consulado: “Porque ele/ela está nervoso(a)? O que está querendo esconder?”

Esse é outro ponto importante:

O agente do consulado poderá fazer qualquer pergunta (mesmo que parecer uma pergunta imbecil!)

Veja esse exemplo. O Corretor de Imóveis chega ao guichê para a entrevista e o agente, sentindo que pode haver algo errado, pergunta: “Eu queria comprar um apartamento bom em (tal lugar). Como estão os preços de imóveis lá?” QUEM É DO RAMO TEM QUE ESTAR MINIMAMENTE INFORMADO! Se gaguejar, enrolar, OU MESMO TENTAR FALAR DEMAIS, DANÇOU! A concessão do visto vai depender da resposta do Corretor. Nada de parecer desesperado. Leia mais abaixo.

Já deu para perceber que o importante é estar tranquilo quando for para a entrevista. Mas, estar tranquilo não significa tomar um calmante e chegar lá “chapado!”. Brincadeira.

Uma outra pergunta que eu recebi algum tempo atrás de um empresário foi:

“Eu cheguei no guichê e vi que uma pessoa ‘simples’ estava saindo toda feliz com o visto; mas, na minha vez meu visto foi recusado! Oras, eu sou um alto executivo de uma empresa, ganho muito bem. Porque me recusaram e deram o visto para alguém que parecia que iria ficar ilegal nos EUA?”

O segredo aqui é: passar credibilidade. Deixando de lado os aspectos humanos do funcionário do consulado, você tem que mostrar uma “tranquilidade formal”. Lembre-se:

“O agente não está ali para fazer amizade com você e ele está ‘oficialmente trabalhando’. Portanto, é uma reunião formal. ‘Gracinhas’ ou mesmo ‘grosserias’ não caem bem”.

No caso acima da pergunta do empresário, eu fiquei sabendo que ele começou a falar bastante e percebeu que a agente do consulado “parecia não ter gostado”... Outra coisa: quando perguntado se ele tinha amigos nos EUA, ele começou dizendo que sim, que iria ficar na casa desses primos ricos, etc, etc... Leia novamente o que eu disse acima (o agente não está ali para fazer amigos, nem se interessa pela história da sua vida, mas quer saber o real motivo da sua visita aos EUA e se você vai voltar ao Brasil no prazo do visto). Entende? 

Portanto, não minta. Se vai a negócios, como uma feira de negócios ou convenção, fale isso e leve um comprovante, como inscrição, convite, ou impressão da tela do site, mostrando o evento. Se for visitar uma empresa, leve uma carta, escrita por um executivo da empresa, explicando o motivo da sua visita; ou se for passear na Disney, mostre isso... MOSTRE QUE VAI FICAR NUM HOTEL ESPECÍFICO (o nome deve ser o mesmo do que foi informado no seu pedido de visto pela internet, embora eles sabem que pode ser mudado). Porém, MUDANÇAS LEVAM A PERGUNTAS, E PERGUNTAS PODEM DEIXAR ALGUÉM NERVOSO... Entende? Seja consistente!

A regra básica é que se o agente perguntar algo, responda sucintamente (com poucas palavras, de forma breve), olhando o agente nos olhos. Por exemplo, se o agente perguntasse algo como: “Está chovendo lá fora?” Um candidato a visto nervoso, e que vai ter o seu visto recusado, irá se sentir tentado a dar um boletim do tempo (com todos os detalhes), ao agente. O certo é responder de forma curta: “Não. Estava chovendo, mas parou”. Ou “Sim. Está chovendo bastante”. Não precisa dizer que todas as ruas estão alagadas, que tem árvores caindo, que tem gente se fogando nas ruas, etc, etc. Entendeu?

Outra pergunta:

“Qual o tipo de visto eu devo tirar? Se vou a negócios, só o visto de turismo basta?”

Existem diversos tipos de visto para entrar nos EUA, mas vou me ater apenas a dois.

Visto B1:

Definição no site do governo americano sobre este visto: "Indivíduos visitando os EUA por um curto período de tempo para se envolver em atividades de negócios, tais como negociar com sócios, assistir a conferências profissionais ou realização de pesquisas independentes. Não pode exercer qualquer emprego nos EUA, incluindo o trabalho assalariado ou serviços realizados de forma independente. Os visitantes estrangeiros presentes nos EUA com um visto B-1 podem receber honorários, bolsa ou outra forma de compensação por serviços prestados de fonte americana. Apenas contratos para empregados no exterior, consultoria, reembolso "razoável" para as despesas acessórias — incluindo acomodações, refeições e despesas de viagem — podem ser pagos."

Não confundir com vistos das séries H e L, na área de trabalho. Se quiser mais informações, veja esse link no site do governo americano.

Com ele no Texas, por exemplo, você pode estabelecer até a filial de sua empresa. Porém, sua estada com este visto é de apenas 3 meses. Antes do final deste prazo, você tem que sair do país e pode voltar tantas vezes quanto quiser, dentro da validade do seu visto. Cuidado para que seu passaporte esteja também dentro da validade!

Visto B2:

A sensatez, como disse antes, é fundamental. Se você vai apenas para turismo (e não irá de forma alguma fazer qualquer negócio), é possível simplesmente pedir o visto B2 (Turismo). Esse visto, como o nome diz é para alguém que vai a turismo e não trabalhar.

Definição do site do governo americano: "Indivíduos visitando os Estados Unidos para viagens, turismo ou lazer (e exames médicos também). Os visitantes estrangeiros nos EUA com um visto B-2 são proibidos de receber pagamentos de qualquer tipo de qualquer fonte americana. Reembolso de despesas é proibido".

Mas, então, qual visto eu peço?

Eu sempre aconselho pessoas que estão trabalhando e que vão passar férias nos EUA a pedirem o visto combinado B1/B2.

O visto combinado B1/B2 é para pessoas que viajam para os Estados Unidos temporariamente a negócios (B1) ou para lazer ou tratamento médico (B2). Se você aplicar para um visto B1/B2, você deve demonstrar ao agente consular que se qualifica para um visto americano em conformidade com o U.S. Immigration and Nationality Act (INA). Saiba que a seção 214(b) do INA presume que todos os candidatos de B-1/B-2 são imigrantes em potencial. Você deve superar essa presunção legal, mostrando:

  • Que o propósito de sua viagem aos Estados Unidos é para uma visita temporária, como negócios, prazer ou tratamento médico;
  • Que você pretende permanecer nos Estados Unidos por um período de tempo específico, limitado;
  • Prova de fundos para cobrir as suas despesas, enquanto nos Estados Unidos;
  • Que você tem uma residência fora dos Estados Unidos, bem como outros laços sociais ou econômicos que irão garantir o seu retorno ao exterior ao final de sua visita.
EM RESUMO:
  1. Peça seu visto com antecedência de pelo menos um mês antes da viagem. Além de dar tempo ao consulado analisar seu pedido, você também terá tempo de certificar-se que você tem tudo que precisa. Você também estará menos estressado.
  2. Esteja fisicamente bem. No dia da entrevista, esteja certo de ter dormido e se alimentado bem. Você tem que estar preparado para qualquer situação.
  3. Não chegue atrasado. Não deixe tudo para a última hora. Procure chegar pelo menos meia hora mais cedo. Numa cidade de trafego tão intenso como São Paulo, a melhor coisa é usar táxi e/ou ônibus, ao invés de tentar se matar para achar uma vaga para estacionar. Obviamente, tenha em mente as dist6ancias e tempo de ônibus e metrô.
  4. Como dito no ponto (2) acima, alimente-se, mas não traga alimentos ou aparelhos eletrônicos para a entrevista. 
  5. Vista-se para uma entrevista importante. Lembra do que eu disse acima sobre vestir-se adequadamente? Leia novamente. Sua roupa deve refletir quem você é (empresário, estudante, etc). Em outras palavras, use algo que esteja de acordo com quem você é e o que você faz. Os oficiais consulares podem sentir “desespero no ar”.
  6. Confiança e documentação. Quando os oficiais consulares receberam sua solicitação de visto, eles certamente fizeram uma verificação em tudo que você disse, bem como sobre sua pessoa. Durante a entrevista eles farão perguntas, já baseados nas informações que você forneceu. Então, o que isso significa? Você não pode mentir. Como você ganha a vida é muito importante, mas ter alta renda não garante sua aprovação. Nunca forneça informações ou documentos, sem que lhe seja solicitado. Mantenha suas respostas diretas e diretas ao ponto.  
Exemplo de entrevista e respostas:
Agente: Qual é o propósito da sua viagem?

Você: Vou de férias.

Agente: O que você faz?

Você: Eu sou um técnico em telecomunicações.

Agente: Qual é o nome da empresa onde você trabalha?

Você: A empresa chama-se .............

Agente: Qual a sua posição na empresa?

Você: Eu sou um gerente (ou outro cargo)....

Isso é apenas uma simulação para mostrar a você que tem que dar respostas curtas, consistenes com o que você colocou no DS-160. Se houver outras perguntas, siga da mesma forma, sempre olhando diretamente para o oficial.

Espero que isso lhe sirva para sua entrevista. Boa sorte!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Cinco Maneiras de Alguém Fazer o que Você Quer



O excelente autor Bruce Kasanoff (http://www.forbes.com/sites/brucekasanoff/) escreveu um bom artigo no qual ele descreve essas maneiras de você obter a cooperação de outras pessoas, sem falha. Isso foi ensinado pelo orientador dele da Wharton School, Dr. Charles Dwyer.




Antes de eu explicar um pouco mais, aqui está o sistema do Dr. Dwyer como ele que nos ensinou:

1. Certifique-se que a outra pessoa tem a capacidade de fazer o que você quer que faça.
Não se pode ensinar uma pessoa descoordenada a ser um excelente jogador mundial de tênis. Antes que você perca tempo tentando fazer com que alguém faça alguma coisa, certifique-se de que ele/ela têm o potencial de fazer o que você quer. Se ele/ela não têm os pré-requisitos necessários, pode esquecer.

2. Ofereça uma recompensa.
"Se você terminar esse trabalho até o final da próxima semana," você poderia dizer à sua equipe de gestão, "Eu vou deixar todos vocês tirarem a segunda-feira e terça-feira de folga". Seja cuidadoso em oferecer recompensas que significam algo para as pessoas que você deseja motivar. Talvez você adorasse ter entradas gratuitas para um jogo basquete, mas alguns dos seus subordinados podem nem ligar para “um jogo tão bobo”.

3. Garanta a recompensa.
Um prêmio de loteria de US$ 300 milhões não vale muito para uma pessoa que percebe corretamente que ela tem uma chance de ganhar de apenas 0.00000001%. Para motivar uma pessoa perspicaz, você não só tem que oferecer um incentivo, mas também demonstrar que eles absolutamente receberão a recompensa se eles fizerem o que você pede. Então, se você está tentando fechar uma venda de software corporativo para o vice-presidente de uma grande empresa, você poderia dizer, "Se o nosso software não reduzir seus custos em pelo menos 20% nos próximos seis meses, nós reembolsaremos seu dinheiro integralmente".

4. Reduza os seus custos.
Mudança tem custos para os outros, tal como mais horas, trabalho mais difícil, ou mais inconveniente. Reduzindo a percepção – ou melhor ainda, a realidade – destes custos, facilita para que outros façam o que você quiser. Se você está pedindo às pessoas que trabalhem até tarde, ofereça pagar por suas babás ou traga comida de alta qualidade para eles e suas famílias. Se um projeto de última hora forçar alguém a cancelar suas férias, reembolse-os por quaisquer multas de cancelamento.

5. Reduza seus riscos.
Mesmo se você satisfizer as quatro primeiras etapas, muitas pessoas ainda vão resistir a seu pedido, porque eles percebem que você está pedindo algo demasiado arriscado para eles. Risco significa coisas diferentes para pessoas diferentes. Alguns podem temer o fracasso. Outros podem ter medo de ser associado com um projeto que é suscetível de falha ou atenuar a sua reputação. Para reduzir a percepção de outra pessoa, você primeiro tem que entender como eles estão vendo os riscos associados com o que você está pedindo. Isto significa ser capaz de não só ouvir com cuidado, mas também interpretar pistas sutis reveladas em seu comportamento e ações.

O jeito certo de usar estes cinco princípios é como uma lista de verificação. Na próxima vez que você desejar que outras pessoas façam o que você quer, verifique para ter certeza de que você satisfaz cada um destes cinco princípios. Pule ou apresse um passo e você poderá falhar. Para ter sucesso, você deve comprometer 100% para ajudar os outros a fazer o que você sugere. Reduza o risco de alguém, na verdade, reduza-o ao invés de apenas convencê-los que o desafio "não é tão arriscado".

Um último ponto crítico... O Dr. Dwyer acredita que a maneira mais eficaz de alguém fazer algo é pedir sua ajuda. Funciona muito melhor do que dizer a alguém o que fazer.

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Como NÃO apertar a mão de alguém



Em minha profissão de consultor e palestrante internacional, eu tenho que me relacionar com muita gente, das mais variadas nacionalidades em diversos lugares e eventos de todo tipo.

No mundo ocidental, ou seja, no mundo da maioria de vocês lendo esta mensagem, um “aperto de mão errado” pode passar uma impressão errada. Isso pode mostrar que você é uma pessoa insegura, ou pelo contrário, uma pessoa segura de si e confiável; mas, também pode mostrar outras coisas.

Embora seja uma coisa corriqueira, é importante notar que o aperto de mão tem que ser feito com a mão aberta e na vertical, com o dedão estendido.



Acostume-se. Se alguém lhe der um aperto de mão diferente (palmas para baixo, em sinal de dominação, ou palmas para cima, em sinal de submissão), seja rápido e insista com a mão aberta e na vertical, com o dedão estendido.

Se estiver sentado, devo me levantar ou não? Embora a tradição sempre tenha mostrado que o "cavalheiro tem que se levantar para as damas", levantar-se para QUALQUER PESSOA, MESMO HOMENS (particularmente em alta posição), é um bom sinal de respeito. Faça isso. Não custa. 


A pessoa em uma posição superior de autoridade ou de idade deve ser o primeiro a estender a mão. Por exemplo, se você está em uma entrevista para um emprego, o entrevistador deve ser o único a assumir a liderança. Sua saudação deve incluir seu nome e algo agradável, tal como, "É tão bom conhecê-lo, Dr. Lemes". Se você tem mais coisas boas a dizer, pode incluí-los neste momento, mas não exagere.

Problemas em lembrar nomes?

Se você é como eu que esqueço MUITO facilmente o nome de pessoas, fique atento. Não lembrar os nomes de pessoas pode ser desvantajoso no mundo dos negócios. Para lembrar o nome de outra pessoa, convém dizê-lo várias vezes durante a conversa: uma vez durante o aperto de mão inicial e novamente durante a conversa e também ao se despedir. Isso dará uma impressão muito forte, positiva, porque as pessoas gostam de saber que você se importa o suficiente para lembrar seus nomes.


Alguns apertos de mão a evitar:

1)   “O peixe morto” – Esse é um aperto de mão que seguramente mostra uma pessoa de personalidade fraca ou insegura. Ao receber tal aperto de mão, feito apenas a partir do pulso da pessoa, quem o recebe tem a impressão de que a pessoa não é sincera, ou pode esconder algo. "Falta energia", entende?;

2)   “Mão molhada” – Em minha carreira internacional eu já peguei em algumas mãos suadas durante apresentação em eventos. Nas vezes em que isso aconteceu, foi com pessoas jovens, que demonstravam ansiedade. Existe também uma condição médica em que a pessoa sua muito nas mãos, o que é bastante desagradável. Se esse é o seu caso, NUNCA dê a mão a alguém sem antes, discretamente enxugar a mão num lenço ou papel toalha dento do bolso ou bolsa (se mulher). Faça isso discretamente, pois mostrar que está enxugando a mão, pode dar também a impressão errada. A “mão molhada” dá uma impressão, inclusive de sujeira, o que é profundamente desagradável;

3)   “Rápido no gatilho” – Esse é o aperto de mão de uma pessoa que dá a mão, mas a recolhe rapidamente. Isso passa a impressão de timidez, ou que não se importa com a outra pessoa. Se alguém me dá esse aperto de mão, eu tenho a impressão imediata de falta de atenção, timidez ou mesmo arrogância.

4)   “O beliscão” – É raro, mas já lhe deram um aperto de mão em que a pessoa meramente pega as pontas dos seus dedos? Isso fica bem se você está falando com a monarquia, mas no mundo em geral pega muito mal. É uma demonstração de arrogância, de falta de atenção e mesmo covardia. É como se mostrasse que “você não merece meu aperto de mão”.

5)   “O quebra ossos”- Esse é o aperto de mão em que a pessoa está tão preocupada em não demonstrar fraqueza, que faz você se arrepender de ter estendido sua mão para ele/ela. Além da dor, isso passa a impressão que a pessoa é agressiva, ou mesmo prepotente. Também ao tentar mostrar confiança, esse aperto de mão faz o contrário, afastando as pessoas.

6)   “Larga minha mão!” – Esse aperto de mão é bastante ruim. Pode ser bom se você está se consultando com seu psiquiatra ou falando com seu avô ou avó... Mas, no mundo corporativo ou social em geral, é terrível. Você estende a mão e a pessoa dá o aperto e segura, não solta a sua mão, depois de duas balançadas no máximo! Ou seja, a impressão é que a pessoa, insegura, quer ficar “de mãos dadas com você”. O instinto natural é a gente tentar se desvencilhar daquele “caloroso aperto de mão” o mais rapidamente possível. A impressão aqui é de falsidade e bajulação.

Resumindo, um aperto de mão tem que:

  • Demonstrar uma atitude de confiança;
  • Ser feito de pé com uma boa postura;
  • Ser “emoldurado” com um sorriso discreto;
  • Ser feito de “mão cheia”, ou seja, evitando o temido “beliscão”, como dito acima;
  • De modo firme, mas evitando o “quebra ossos”, ou mesmo o “peixe morto”;
  • Manter contato visual, olho no olho desde o momento que se inicia, até o fim;
  • Balança duas vezes no máximo, de forma não agressiva, e também a partir do seu cotovelo;
  • Feito isso, LARGUE A MÃO DA PESSOA!

Contato visual

Sobre o contato visual mencionado acima, é importante lembrar que a forma como se olha para uma pessoa, pode dar a impressão de confronto ou simplesmente de atenção. Ao iniciar o aperto de mão, mantenha o olhar e sorriso durante o tempo que estiver apertando a mão (que deve ser de no máximo 3 balançadas, lembra?). Ao fazer isso, você mostra tranquilidade e atenção à pessoa à sua frente.

Entrando numa gelada!

Você já esteve num cocktail em que as pessoas se cumprimentam apressadamente e muitas vezes com mão gelada? Se você tem problemas de circulação ou mesmo está com frio, tente aquecer discretamente as mãos antes de "partir para os aperto de mão". Muitas vezes sua mão direita pode estar gelada (ou mesmo molhada!) por estar segurando alguma bebida. Portanto, procure segurar a bebida com sua mão esquerda!

É tudo a mesma coisa?

Como disse acima, existem certas culturas, particularmente no Oriente que tem certos protocolos próprios para o assunto de aperto de mãos. Mas, essa é outra história...

Se quiser deixar seus comentários, eles são bem vindos!




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